Empregabilidade: boas notícias para os próximos meses

Por Robert Half on 2 de outubro de 2020

Por Fernando Mantovani

Certamente você já deve ter ouvido boas coisas a respeito do Grupo Mulheres do Brasil, presidido pela empresária Luiza Helena Trajano. No mês passado, fui convidado pelo núcleo de S?o José dos Campos desse projeto para participar de uma roda de discuss?es on-line sobre “Uma Vis?o Positiva Para 2021”. O bate-papo foi mediado pelo jornalista Carlos Abranches e contou com a participa??o da Dra?Glória Brunetti, Marina Grinover e Tatiana Klix. Nosso objetivo era apontar cenários e tendências em saúde, educa??o, habita??o e empregabilidade. Eu, por raz?es óbvias, me detive ao último tema, falando sobre mercado de trabalho e recrutamento e sele??o.

Durante a conversa, tive a oportunidade de falar sobre os cinco temas a seguir e gostaria de compartilhar com vocês a minha opini?o a respeito de cada um deles:

Há movimentos de retomada no mercado de trabalho

Obviamente, a taxa de desemprego aumentou no início da pandemia. Proporcionalmente, nas fun??es mais operacionais, que est?o na base da piramide organizacional, o impacto foi maior. Entre aqueles que est?o no meio da piramide, de nível mais tático, o choque foi grande entre abril e maio. Porém, desde junho temos notado uma acelera??o no volume de contrata??es, tímida, porém crescente. Para ter uma ideia dessa diferen?a, basta olhar os dados da 13a edi??o do índice de Confian?a Robert Half: no segundo trimestre de 2020, enquanto a desocupa??o na popula??o geral era de 13,3%, o universo de qualificados desempregados era de 5,8%.

O trabalho remoto aumenta as chances de quem está longe dos grandes centros

Agora que todas as fun??es elegíveis ao home office foram colocadas à prova, é possível que as pessoas que est?o geograficamente distantes dos grandes centros tenham mais facilidade para se recolocar em qualquer lugar do País. Afinal, em muitos casos, para a empresa, pouco irá importar de qual localidade o profissional irá atuar. Essa realidade fará ainda mais sentido em organiza??es que planejam reduzir espa?o físico para impulsionar a cultura do home office. Apenas sugiro que as medidas sejam tomadas após um profundo entendimento da legisla??o trabalhista do Brasil, que, no meu entender, poderia ser mais clara com rela??o ao trabalho remoto.

O mercado está aquecido para desenvolvedores de tecnologia

Para o profissional que tem apetite e afinidade com tecnologia, n?o tenho dúvida ao afirmar que trata-se de uma área com a taxa de desemprego negativa. Na prática, isso quer dizer que há mais vagas abertas do que profissionais capacitados para preenchê-las. Isso, em especial, entre os desenvolvedores. A tecnologia faz parte do mundo e está cada vez mais presente na rotina das pessoas e das organiza??es.

Comportamento é o que mais diferencia os profissionais

No mercado de trabalho, o comportamento - como comunica??o e autogerenciamento - é o que mais diferencia um profissional do outro, tendo em vista que, pelo menos em tese, o ensino está cada vez mais acessível. Digo isso porque sabemos que algumas institui??es de ensino, infelizmente, n?o entregam um conhecimento esperado. Por isso, é importante ter critério na escolha da universidade e se empenhar para buscar conhecimento além da sala de aula.

Empregabilidade (também) está relacionada ao planejamento

Entendo que estamos passando por um momento completamente atípico no Brasil. Mas seria importante aproveitarmos essa experiência para nos perguntarmos: “Tenho um planejamento de carreira que me mantém atrativo para o mercado?”. Como estamos aproveitando a nossa jornada profissional? Damos passos planejados ou apenas seguimos para onde o vento leva? Pode ser que eu insista um pouco nesse tema, mas avalio que deve ser muito ruim a sensa??o de alguém que chega no meio da carreira e come?a a pensar que n?o teve sorte, n?o fez o que queria ou n?o se realizou profissionalmente, entre outros pensamentos que minam a nossa motiva??o. Planejamento de carreira n?o é autoajuda e nem uma fórmula mágica para que tudo dê certo. é uma a??o estratégica e muito eficiente para que você eleve as suas chances de ter bons resultados.?Escrevi um livro que também aborda o tema chamado: “Para quem está na chuva....e n?o quer se molhar”.

Independentemente do que aconte?a em 2021, n?o deixe a sua carreira na m?o de outra pessoa. Busque apoio e orienta??o da empresa e dos gestores, mas n?o terceirize o seu desenvolvimento, porque se algo der errado quem vai sofrer as consequências é você. A boa notícia é que, em caso de triunfo, você ficará muito satisfeito da pessoa que se tornou por suas próprias iniciativas. Ninguém pode querer mais do que você!

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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